sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Camadas da Terra - A Origem dos Continentes

   A Terra é formada por três camadas principais: a crosta terrestre, o manto e o núcleo.

            Crosta Terrestre

    É a camada externa, formada por rochas e minerais, também chamada de litosfera. Trata-se da camada mais fina e mais importante para nós, pois a vida se desenvolve sobre ela. Na crosta, os  seres humanos e a natureza constroem e reconstroem o espaço geográfico.
    A crosta terrestre está dividida em duas partes, que têm espessuras diferentes: a crosta oceânica e a crosta continental. A crosta oceânica situa-se abaixo dos oceanos e mares. A crosta continental, mais espessa que a oceânica, fica  acima das águas, formando os continentes e as ilhas. 

            Manto 

    É a camada intermediária, situada entre a crosta e o núcleo, e dividi-se em duas partes : manto superior e manto inferior, que apresentam temperaturas diferentes. 
    O Manto também é formado por rochas sólidas; porém, sob condições especiais, pode se tornar uma massa pastosa e extremamente quente. Nesse caso, chama-se magma. 
    Você já viu a imagem da erupção de um vulcão ? Esse fenômeno acontece quando o magma sobe até a superfície. Nessa situação, é denominado lava. 

          Núcleo da Terra 

    É o centro  da Terra. Ele é composto principalmente de ferro e níquel e apresenta temperaturas muito  elevadas, cerca de 6.000° C. 

Ficheiro:Earth-crust-cutaway-pt.svg

                                  A origem dos Continentes

   A atual configuração dos continentes na superfície da Terra originou-se de um  processo que resultou na fragmentação e no afastamento das terras emersas, a partir de um bloco único denominado Pangéia. 
    Duas teorias, que se complementam procuram explicar as etapas desse processo, responsável também pela formação do relevo terrestre e pelas transformações que ocorrem na crosta :
  - Teoria da deriva dos continentes, defendida pelo geofísico alemão Alfred Wegener, em 1912.
 - Teoria das placas tectônicas, que comprovou e explicou melhor a teoria da deriva dos continentes. Foi desenvolvida na década de 1960 pelos geólogos americanos Harry Hess e Robert Dietz.  


Fonte : DANELLI, Sonia Cunha de Souza. Projeto Araribá Geografia 6º ano. Editora Moderna. 2ª edição. São Paulo : 2007 . 


ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa. GEOGRAFIA - série novo ensino médio. Editora moderna. 3ª edição . São Paulo : 2008 .






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Geografia Newton Almeida

A Origem da Terra

    A história geológica da Terra teve início há cerca de 4,6 bilhões de anos e a teoria que explica a origem do planeta é apenas uma hipótese. 
    A Terra é o resultado do acúmulo de poeira cósmica e de fragmentos gerados pelo Big Bang. Esses materiais se atraíram e se compactaram, formando nosso planeta.
  No início, o nosso planeta foi, muito provavelmente, uma grande massa incandescente, que apresentava em alguns pontos frias camadas rochosas.
     Envolta em gases, a Terra sofria ataques de pedaços  de rochas, talvez restos de planetas mais antigos. Eram os meteoritos, que abriam grandes crateras na superfície  terrestre.
    Com o passar do tempo, a crosta tornava-se mais grossa, ao mesmo tempo que perdia pequenos pedaços que afundavam no manto derretido e se fundiam novamente.
    Quando isso acontecia, eram emitidas nuvens de gases que envolviam nosso planeta. Essa "primeira atmosfera" da Terra caracterizou-se por não conter oxigênio.
    Vulcões lançavam lava e gases sobre a superfície que se formava. As lavas ajudavam a engrossar a crosta. Os gases eram lançados na  atmosfera juntamente com o vapor proveniente do resfriamento da Terra. As nuvens formadas condensavam-se e caíam as primeiras chuvas que se acumulavam na crosta já resfriada, formando lagos e os primeiros oceanos. Nessa ocasião, sem que se saiba o motivo, formaram-se duas crostas bem distintas entre si: uma continental e outra oceânica. Posteriormente, surgiram os primeiros continentes e as primeiras montanhas.


Fonte : DANELLI, Sonia Cunha de Souza. Projeto Araribá Geografia 6º ano. Editora Moderna. 2ª edição. São Paulo : 2007 . 


ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa. GEOGRAFIA - série novo ensino médio. Editora moderna. 3ª edição . São Paulo : 2008 . 

Geografia Newton Almeida

O UNIVERSO - Astronomia

       "   Para ouvir, ver e entender estrelas 
            A mais antiga das ciências, astronomia é também a ciência do futuro

                             João Steiner, especial para a Folha de S. Paulo (27/02/2004)


   Os antigos chineses e egípcios já  sabiam calcular a ocorrência de eclipses. Os gregos calculavam as órbitas dos planetas com razoável precisam. 
  Galileu Galilei (1564 - 1642) avançou a arte e a ciência de observar os astros ao construir a primeira luneta, predecessora dos telescópios. Com esse instrumento simples e engenhoso, ele descobriu que Júpiter tem luas. Não parou nisso. Apontou a luneta para o Sol e viu que o astro-rei tem manchas, nunca antes suspeitadas. Ao observar a Via Láctea com esse pequeno instrumento, viu que ela é composta de  um número espantoso de estrelas. 
   Foram tempos gloriosos, em que poucos pesquisadores provocaram revoluções expressivas. 
   Johannes Kepler (1571 - 1630) descobriu as leis dos  movimentos das órbitas dos planetas. Isaac Newton (1642 - 1727) forneceu novos avanços tecnológicos, ao mostrar que espelhos podiam ser polidos de forma a focalizar a luz. Sem essa tecnologia os modernos telescópios não poderiam existir. 
    No século XIX, a ciência astronômica avançou na observação e na catalogação de estrelas, nebulosas e cometas sem que se tivesse clareza sobre sua natureza. Essa natureza se revelou só na primeira metade do século XX, quando se descobriu que o Sol é uma estrela típica entre 100 bilhões de outras, que giram em torno de um  centro comum, formando uma estrutura que denominamos galáxia, a nossa Via Láctea, visível a olho nu. 
    Logo depois, Edwin Hubble (1889 - 1953) mostrou que há muitas galáxias que se afastam umas das outras, o que é conhecido  como a expansão do  Universo. Essa descoberta deu origem à teoria do Big Bang, segundo a qual o Universo se iniciou com uma explosão há cerca de 14 bilhões de anos. Em 1965, a descoberta da radiação  de fundo em microondas, comprovaria, com grande detalhe e precisão, não só que o Big Bang existiu mas que ele ocorreu  de forma inflacionária, o que quer dizer que, nas primeiras frações de segundo, houve uma expansão extraordinária. Por isso existem as galáxias e seus aglomerados. 
    Em 1998 descobriu-se que o Universo está em expansão, mas ao contrário do que se imaginava, essa expansão está  em aceleração. É uma comprovação  de  que a maior parte da energia do Universo está sob a forma  de uma misteriosa energia de  repulsão, que faz com que as galáxias tendam a se afastar uma das  outras.   
    O mais espantoso é  que todos os objetos e toda a matéria que conhecemos no Universo  - os  cerca de 100 bilhões de galáxias, cada uma com 100 bilhões de estrelas - são a ponta do iceberg. Tudo somado forma somente 4,6% da  massa do Universo. Os 95,4% restantes, não temos a mais vaga idéia do que sejam. Isso sugere que a astronomia, a mais antiga  das ciências, seja também a ciência  do futuro. 

         De onde viemos ? Onde estamos ? Para onde vamos ? 

    São questões fundamentais que a astronomia procura responder. A humanidade sempre se fez essas perguntas e sempre encontrou respostas, ora de natureza filosófica, ora religiosa. Os avanços da astrofísica permitem obter respostas com base em métodos e rigor científicos.
    O Universo surgiu há cerca de 14 bilhões de anos com uma grande explosão : o Big Bang. Nas primeiras frações de segundo, criaram-se as grandes estruturas, que dariam lugar às galáxias e aos aglomerados de galáxias; no primeiro segundo, já existiam as partículas elementares; nos três primeiros minutos, formaram-se os núcleos que dariam origem aos átomos. As primeiras galáxias, as primeiras estrelas e os primeiros planetas só surgiram quando o Universo tinha 1 bilhão de anos. 
    Vivemos numa ilha. Nela, há 100 bilhões de estrelas, entre as quais o Sol. Todas essas estrelas giram em torno de um centro  comum, um buraco negro com uma massa muito  grande (cerca de 3 milhões  de vezes a massa do Sol). A essa ilha chamamos de  galáxia. A luz leva 90 mil anos para atravessá-la de uma ponta a outra. Como a nossa, há 100 bilhões de  outras galáxias no Universo. Nossa galáxia  surgiu há 13 bilhões de anos. 
    O Sol é uma estrela comum. Como o Sol, existem cerca de  100 bilhões de  estrelas em cada uma das  galáxias que podemos estudar. A fonte de  energia que faz todas essas estrelas brilharem é nuclear : no centro das  estrelas, onde a densidade e a temperatura  são mais elevadas (20 bilhões  de graus centígrados), os átomos  de hidrogênio se fundem para formar átomos  de hélio e também átomos de elementos químicos mais pesados. Isso libera uma energia gigantesca. Ao explodirem, as estrelas jogam no espaço restos, que enriquecidos de novos elementos químicos, dão origem a novas gerações de estrelas. O Sol e o sistema solar  têm cerca de 5 bilhões de anos. 
    O sistema solar tem nove planetas ( * a partir de 2006, Plutão não é mais classificado como planeta, portanto, atualmente são oito  planetas no sistema solar - nota do Newton Almeida) . Para ver belas imagens desses corpos  celestes, acesse http://pds.jpl.nasa.gov/planets, da NASA. Não se sabe ao certo quantos  planetas existem no Universo. É difícil observá-los : eles não têm luz própria 
e são ofuscados pelo brilho de uma estrela próxima. Técnicas recentes, porém, permitem que certos planetas sejam detectados. Com isso, já  foram descobertos mais de 100 deles. É provável que existam cerca de 500 bilhões de  planetas somente na nossa galáxia. 


           E os elementos químicos como se formaram ? 

    O hidrogênio  e o hélio se formaram nos primeiros minutos do Universo. Todos os outros elementos mais pesados, como carbono, oxigênio, etc. , essenciais para a vida como a conhecemos, foram criados nos núcleos das estrelas e, depois, expelidos para o espaço. Somos  filhos das estrelas e netos do Big Bang. Não sabemos como a vida surgiu na Terra nem se existe vida em outros planetas. Algumas teorias sugerem que a vida se iniciou em outros sistemas planetários e que sementes dela foram trazidas  para a Terra por grãos de poeira. Outras sugerem que a vida surgiu nos oceanos  terrestres. 
    Mesmo que apenas uma fração de planetas seja semelhante à Terra, o número de planetas em todo o  Universo que possuem condições de abrigar vida dever ser muito grande. Também é  provável que, caso existam, as formas de vida extraterrestres sejam muito menos ou muito mais avançadas  que a do Homo sapiens ; esse é um estágio muito efêmero na evolução. Mas não há evidência científica de  que outras civilizações tenham visitado a Terra.  
                                                                                       (Texto adaptado)   

Fonte : ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa. GEOGRAFIA - série novo ensino médio. Editora moderna. 3ª edição . São Paulo : 2008 . 

Geografia Newton Almeida

Formação do Relevo : Processos Endogenéticos

     "    Processos Endogenéticos  na Formação do Relevo 

                                                                             Hélio Monteiro Penha 

  No planeta Terra, as forças geodinâmicas externas e internas interagem para produzir distintas topografias. 
  A interação da litosfera móvel terrestre com os fluidos da atmosfera e hidrosfera guia a formação de uma variada paisagem, única no sistema solar. Nessa condição, as forças exógenas e endógenas derivadas de diferentes fontes de energia modelam  a superfície do planeta, numa constante busca de equilíbrio que já monta mais de quatro bilhões de anos.
  Face a sua peculiaridade geodinâmica em termos de planetologia comparativa, o planeta Terra é o que apresenta as mais variadas formas de relevo e desníveis topográficos conhecidos, tornando seus estudos geomorfológicos fascinantes e intimamente ajustados à sua evolução geológica. 
  Se apenas os agentes externos atuassem sobre a sua superfície sólida, caso inexistisse uma dinâmica interna, ter-se-ia o planeta coberto por um único oceano cuja profundidade deveria ser de aproximadamente 2,6 Km. Na realidade, os oceanos cobrem 71% da superfície do mundo, de tal forma que a profundidade é bem maior do que 2,6 Km; 3,8 Km, em média. Essa  profundidade é, contudo, muito irregular, sendo a maior, de 11.033m na fossa Challenger, nas Marianas a sudoeste do Pacífico. 
  Os remanescentes 29% da superfície do planeta são ocupados por terra emersa, com média de 840m acima do nível do mar e com 8.848m no ponto mais elevado (Pico Everest, no Himalaia). Assim, a maior diferença altimétrica registrada no planeta, entre o ponto mais alto e o mais profundo está em torno de 20Km. Vênus, o planeta mais semelhante à Terra, tem relevo de apenas 13Km. 
  Grande parte da topografia terrestre é o resultado de processos de diferenciação que produzem crosta oceânica e continental respectivamente, sendo mais de 65% da superfície sólida  da Terra formada por crosta oceânica com idades inferiores a 200 milhões de anos. Isso indica ser a crosta oceânica extremamente jovem com respeito ao tempo geológico e, portanto, continuamente renovada. Por outro lado, idades superiores a três bilhões de anos são encontradas em alguns continentes.
  Todas as atividades que envolvem movimentos ou variações químicas e físicas das rochas, no interior da Terra, são denominadas processos internos. A energia que os induz provém basicamente do calor interno da Terra, em grande parte produzido através do decaimento radioativo de isótopos instáveis. É a energia derivada de reações nucleares que propicia a formação dos grandes relevos terrestres, como os Alpes, os Andes, as Rochosas, o Himalaia, as cordilheiras meso-oceânicas e as fossas. Também o magmatismo que produz plútons e vulcões, os terremotos, os dobramentos e fraturamentos da crosta,  e a mobilidade das placas litosféricas a ela estão relacionados. 
  Por outro lado, o relevo não é criado instantaneamente, e tampouco suas variações dimensionais são constantes. Milhões de  anos são necessários para que as montanhas sejam erguidas ao passo que em poucos minutos se foram marcas de ondas na areia da praia. Da mesma forma, a magnitude  espacial dos principais componentes do relevo terrestre varia significativamente em escala segundo suas dimensões, estando os mais representativos associados aos fenômenos endógenos. "     

Fonte : GUERRA, Antonio José Teixeira; CUNHA, Sandra Baptista da. GEOMORFOLOGIA - UMA ATUALIZAÇÃO DE BASES E CONCEITOS. Editora Bertrand Brasil. 5ª edição. Rio  de Janeiro : 2003  .   

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Revolução Industrial - Evolução do Trabalho Humano

          "               Do artesanato ao robô

                         Da produção manual às máquinas

     Desde suas origens, os seres humanos transformam os recursos naturais em bens ou objetos que atendem às suas necessidades diárias de sobrevivência. Podemos reconhecer três estágios nessa transformação: o  artesanato, a manufatura e a indústria. 

                          O artesanato 

     É a forma mais antiga de transformação dos recursos naturais, conhecida há milhares de anos. Objetos e utensílios, como roupas, panelas, instrumentos de trabalho, cadeiras, mesas, etc., eram produzidos manualmente, com utilização de ferramentas simples. O artesão realizava sozinho todas as etapas do processo. Por exemplo, para a produção de  um sapato, ele executava o corte do couro, a costura, a colagem da sola, etc.
     O artesanato foi a principal atividade de transformação até meados do século XVI e ainda existe em vários lugares, constituindo a principal fonte de renda de muitas comunidades. 

                        A manufatura

     Com o crescimento das populações e das cidades, o artesanato não conseguia atender às necessidades cada vez maiores dos seres humanos. Assim, por volta do século XV, homens de negócios agruparam artesãos em galpões para controlar a produção.  Surgiu dessa forma a manufatura, caracterizada pelo uso de máquinas simples e pelo trabalho em grupo com divisão de tarefas. Cada artesão passou a trabalhar recebendo um salário.
     Houve então aumento da quantidade de mercadorias produzidas e a diminuição do tempo  de produção. Em outras palavras, produzia-se mais em menos tempo, mas o trabalho ainda era predominantemente manual. 

                       A indústria

   O desenvolvimento da manufatura ampliou o número de produtos e possibilitou o desenvolvimento do comércio. Os lucros obtidos com a venda das mercadorias incentivaram então os comerciantes a solicitar ainda maior quantidade e variedade de produtos. 
     Os donos das oficinas manufatureiras começaram a investir em novas técnicas de produção e em novas tecnologias, como a máquina a vapor e o tear mecânico. 
     A introdução cada vez maior de máquinas nas oficinas manufatureiras provocou uma  revolução na produção de mercadorias. Foi assim que surgiu a indústria, atividade econômica que se caracterizava por : 
   * grande divisão do trabalho e especialização do trabalhador em determinada tarefa  ;
   * emprego de máquinas movidas a energia calorífica do carvão mineral ;
   * trabalho assalariado ;
   * produção em massa e padronizada, ou seja, de grande quantidade de bens exatamente iguais.
     O século XVIII marcou o início do processo de industrialização da produção e, a partir daí, sucederam-se as chamadas revoluções industriais. 

                        As revoluções industriais

                       Primeira Revolução Industrial 

     A revolução no modo de produzir teve início na Inglaterra, na segunda metade do século XVIII, e ficou conhecida como Primeira Revolução Industrial. O destaque nesse período foi a indústria têxtil. 
     A partir da Primeira Revolução Industrial, o desenvolvimento científico e tecnológico foi acompanhado de grandes transformações não só na produção de bens, mas também nos transportes, nas comunicações, nas relações sociais e nas relações entre os seres humanos e a natureza. 

                       Segunda Revolução Industrial

     A partir da segunda metade do século XIX, a industrialização expandiu-se para França, Alemanha, Rússia, Japão e Estados Unidos, ameaçando a hegemonia inglesa. Iniciava-se uma nova fase da produção industrial, que  ficou conhecida como Segunda Revolução Industrial.
     Na Segunda Revolução Industrial, o carvão mineral foi aos poucos sendo substituído pelo petróleo, que se tornou a fonte de energia mais usada no mundo. As indústrias petroquímicas, siderúrgicas e automobilísticas superaram em importância a indústria têxtil. O minério de ferro, o aço e o petróleo tornaram-se mais importantes que as matérias-primas têxteis (algodão, lã, etc.). 
     A especialização do trabalhador ampliou-se ainda mais com a criação da linha de montagem, na qual cada operário realiza uma tarefa específica. 

                       Terceira Revolução Industrial 
  
    A partir da década de 1970, o desenvolvimento da eletrônica e o surgimento da informática possibilitaram a introdução de novas técnicas de produção. Iniciou-se, assim, uma nova fase da indústria, conhecida como a Terceira Revolução Industrial.
     A Terceira Revolução Industrial caracteriza-se pela grande importância da tecnologia  avançada, ou de ponta, presente em muitas indústrias, e pelo uso do silício, mineral empregado na fabricação de placas de computador. Nas fábricas, é  cada vez maior a robotização, isto é, o uso de robôs no lugar da mão-de-obra humana. Os robôs executam tarefas repetitivas, perigosas ou de precisão, em ambientes quentes, sem ar ou muito escuros, sem correr o risco de adquirir doenças ou de sofrer acidentes.
     É também nessa fase da indústria que se destaca o desenvolvimento das telecomunicações e da biotecnologia, sobretudo a engenharia genética.
     Na Terceira Revolução Industrial, buscam-se fontes alternativas de energia, como a solar, a eólica e a de origem orgânica, em substituição ao ainda importante e indispensável petróleo.
     Apesar de toda a sua evolução e expansão, desde que se desenvolveu na Inglaterra, no século XVIII, a indústria é uma  atividade bastante concentrada em algumas regiões do mundo. Veja o mapa abaixo.


     A partir das últimas décadas do século XX, muitas indústrias dos países ricos passaram a transferir parte de suas fábricas para países mais pobres. Essas indústrias, em geral, são as que necessitam de grande disponibilidade de matéria-prima e de fontes de energia, e de mão de obra barata e abundante. Por esses fatores, algumas nações subdesenvolvidas vêm se transformando em novos pólos industriais. 
                                                                                                                                                 "

Fonte :  DANELLI, Sonia Cunha de Souza. Projeto Araribá Geografia 6º ano. Editora Moderna. 2ª edição. São Paulo : 2007 .

Geografia Newton Almeida 

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Estados Unidos : Indígenas

                                  A questão da minoria indígena nos Estados Unidos da América

     Ao longo da história dos Estados Unidos da  América, inúmeras sociedades indígenas foram eliminadas pelos colonizadores, principalmente durante a conquista do Oeste.
     A partir do fim do século XIX, após negociações com os governos do país, a maior parte das tribos sobreviventes passou a viver confinada nas reservas, onde, pelos acordos feitos, teriam autonomia e assistência social do Estado. Para isso tiveram de ceder as terras que ainda lhes restavam, as quais foram sendo ocupadas pelo próprio Estado ou por empresários capitalistas. 
     Hoje as comunidades indígenas somam cerca de 1,4 milhão de pessoas e constituem a minoria étnica que apresenta as piores condições de vida dos  Estados Unidos. É também a mais desprezada, comparando-se com outras minorias que são igualmente discriminadas naquele país, como os negros e os latino-americanos (porto-riquenhos, mexicanos, etc.). Do total desse contingente de indígenas, 55% vivem nas reservas, 44,5% em cidades e 0,5% no meio rural.
     A organização política, econômica e cultural  das tribos indígenas é radicalmente diferente da organização da sociedade capitalista. Por exemplo : elas não possuem Estado, nem escolas, nem prisões, pois são contra a dominação de um homem pelo outro. Assim, é fácil compreender por que os indígenas que não foram dizimados acabaram sendo destruídos em sua identidade sociocultural.  Compreendem-se, também, os dados estatísticos que registram entre os indígenas elevadas taxas de suicídio (21,8%, contra 11,3% de brancos, numa amostragem  de 100 mil pessoas) e de alcoolismo. 
     Embora tenha sido criado o Departamento para Assuntos Indígenas, órgão federal responsável  pelos programas assistenciais, os indígenas apresentam elevadas taxas de mortalidade infantil (em algumas reservas elas chegam a 10%o), o que demonstra suas precárias condições de vida. O rendimento anual de uma  família indígena geralmente é pouco superior a 1.500 dólares e nem todos têm emprego permanente.
     No fim da década de 1970, mais da metade do grupo Sioux Dakota estava desempregada e dependia  da ajuda social do Estado.  No campo, a intensa mecanização da agricultura praticamente  eliminou os trabalhos temporários, como a colheita, obrigando  a população indígena, principalmente os homens, a migrar para as cidades. Mas, o Departamento para Assuntos indígenas não apresentava resultados concretos  para a melhoria das condições de vida das tribos, o que lhe conferiu críticas acirradas.
    Esse órgão, no fim da década de 1980, perdeu 11 bilhões de dólares quando, aceitando sem verificar as falsas informações das empresas petrolíferas, permitiu a exploração de petróleo em áreas de reservas indígenas. Por direito, os recursos naturais  da reserva pertencem à tribo, de maneira que esse dinheiro seria suficiente para financiar por dez anos os programas do Departamento. Sua gestão omissa motivou as sociedades indígenas a iniciar um movimento para se libertar da tutela do Estado.
     Muitas tribos, porém, ainda dependem da assistência fornecida por esse órgão. Outras, em menor número, procuram de diversas maneiras se reorganizar sozinhas :
   +  Em 23 estados da União, as reservas indígenas conseguiram, com jogos de bingo, os recursos financeiros necessários para a educação de seus jovens e para muitas atividades econômicas ; 
    + No estado de Nova York, uma tribo resolveu seus problemas e vive melhor desde que passou a cobrar impostos territoriais dos 7 mil habitantes da cidade de Salamanca, situada em terras de sua reserva ;
    + No estado de Washington, treze tribos estão melhorando seu padrão de vida com a exportação de madeiras e frutos do mar para a China e outros países asiáticos ;
    + A tribo Puyallup já  está em condições de resolver suas sérias dificuldades econômicas porque cedeu os direitos sobre um terreno de alto valor imobiliário, localizado na cidade de Tacoma, em troca de empregos, terras aráveis, dinheiro, programas de treinamento de mão de obra e construção de um porto comercial.
     Portanto, podemos concluir que a minoria indígena dos Estados Unidos sabe que só conseguirá garantir uma sobrevivência digna se atuar independentemente da tutela do Estado. Isso poderá resultar na formação de uma sociedade autônoma nos Estados Unidos. 

      Fonte livro :  VESENTINI, J. William ; VLACH, Vânia . Geografia Crítica , Geografia do mundo industrializado . Editora Ática . 4ª edição . São Paulo : 2010 . 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

América Anglo-Saxônica - Estados Unidos - Canadá

        "            Estados Unidos  e  Canadá 

                                      Dois países e uma só economia 
     
     Os Estados Unidos da América e o Canadá são os dois únicos países do continente americano que apresentam uma economia  de mercado desenvolvida. Ou seja, são os únicos países americanos incluídos no Norte industrializado. Veja o mapa abaixo (clique nas imagens para ampliar). 
     Ambos formam   a chamada América Anglo-Saxônica, pois o principal idioma oficial desses países é o inglês, língua de origem anglo-saxônica ou germânica. O espanhol e o francês, línguas de origem latina, também estão presentes : nos Estados Unidos da América é cada vez maior o número de pessoas que falam o espanhol, principalmente nas regiões do sul, onde ele é usado em muitas escolas. As línguas oficiais do Canadá são o inglês e o francês. Esta última é a língua predominante na província de Quebec (habitada por dois terços dos cidadãos canadenses de língua francesa) e falada, em menor proporção, também em outras províncias (Manitoba, Nova Brunswick, Ontário). Assim, do ponto de vista linguístico, essa porção da América é predominantemente anglo-saxônica, embora não de maneira exclusiva. 
     Os Estados Unidos da América e o Canadá são os maiores países do continente americano e estão entre os maiores países  do mundo : o Canadá tem uma  área de 9.970.610 Km² ; os Estados Unidos da América (considerando o Alasca, localizado a noroeste do Canadá, e o Havaí, situado em um arquipélago do Oceano Pacífico)  tem uma área de 9.372.614 Km².  Apenas a Rússia (17.075.400 Km²) é maior que o Canadá, e a China, terceiro país do mundo em extensão territorial, com seus 9.572.900 Km² , é  maior  que os Estados Unidos, o quarto colocado. 
     Estendendo-se de leste para oeste, ou seja, do oceano Atlântico até o oceano Pacífico, a área territorial desses países tem uma importância fundamental , pois favorece a existência de muitos  recursos naturais (veja o mapa abaixo). Mas, o Canadá (que apresenta clima continental frio, com invernos rigorosos, além de clima frio polar no extremo norte) enfrenta dificuldades para povoar suas áreas mais geladas, não  chegando, por isso, a explorar totalmente seus recursos naturais. 
     Nesse aspecto, os Estados Unidos levam vantagem : poucas áreas apresentam grandes altitudes, como as montanhas Rochosas (a oeste), ou clima árido, como o deserto do Colorado (a sudoeste). Essas condições possibilitam o povoamento de quase todo o território e facilitam a exploração de recursos naturais. 
     Nas montanhas Rochosas  existem importantes recursos minerais. Essa cadeia de montanhas atravessa, de norte a sul, todo o oeste do Canadá e dos Estados Unidos, inclusive o Alasca. 
     A leste do Canadá localiza-se o planalto do Labrador, com ricas reservas de ferro. Nos montes Apalaches, a leste dos  Estados Unidos, há  reservas quase inesgotáveis de carvão mineral e carvão fóssil, com numerosas minas exploradas a céu aberto. 
     No  centro de ambos os países existe uma importante área de planície, chamada  de planície Central, originalmente coberta por dois tipos de vegetação herbácea : as pradarias e as estepes. Nas áreas de pradarias o índice pluviométrico varia entre 250 e 500 milímetros por ano; as áreas das estepes são mais secas, com índice inferior a 250 milímetros.
     Somente uma pequena área no sudoeste do Canadá está coberta por pradarias. Nos Estados Unidos, porém, uma imensa área apresenta essa vegetação, substituída pelas estepes apenas a oeste, na direção dos desertos e da área montanhosa. 
     O montante das reservas naturais dos Estados Unidos era de tal ordem que o país se caracterizou por um verdadeiro esbanjamento de recursos no início de sua industrialização. exploravam-se apenas os melhores filões das jazidas de ferro, manganês, linhita, hulha, bauxita, cobre, níquel, petróleo, etc. Muitos poços petrolíferos e minas ainda em condições de funcionamento eram abandonados. Esse desperdício acabou provocando sérios estragos no meio ambiente, além de esgotar diversas minas. É por isso que atualmente os Estados Unidos dependem da importação de alguns produtos, como o manganês, bauxita e níquel. 
     As jazidas  minerais mais importantes do Canadá localizam-se nas proximidades da fronteira com os Estados Unidos. O clima mais ameno, a importância econômica de tais jazidas e da planície Central a a vizinhança dos Grandes Lagos explicam por que essa área limítrofe é a mais populosa do país. 
     O Canadá possui uma população reduzida para o tamanho  do seu território: cerca de 33 milhões de habitantes (2007). Os Estados Unidos, por sua vez,  têm mais de 305 milhões de habitantes (2007) - pouco mais de 4% da população mundial - que desfrutam de um elevadíssimo padrão  de consumo. Trata-se do maior e mais diversificado mercado consumidor do planeta.
     Tal mercado tende a se fortalecer ainda mais, já que nas últimas décadas a economia do Canadá  vem se integrando cada vez mais à dos Estados Unidos. Essa integração foi adquirindo um contorno mais nítido nas primeiras décadas do século XX, quando os Estados Unidos iniciaram pesados investimentos na economia canadense, mantidos até hoje. Também a economia mexicana, embora mais pobre, vem estreitando seus laços com os Estados Unidos, principalmente a partir dos anos 1990.   
        
                                 Formação dos Estados Unidos da América 


     Temos uma grande diferença entre dois tipos  de colonização na América do Norte : a de povoamento, tal como ocorreu no litoral norte dos Estados Unidos (e também Canadá), e a de exploração, que ocorreu no sul dos Estados Unidos e também na América Latina. No primeiro tipo, o objetivo dos europeus que vinham para a América era fundar uma nova pátria, isto é, morar permanentemente; no segundo, pelo contrário, o objetivo era tão somente enriquecer e voltar para a metrópole. É por isso que o primeiro é denominado colonização de povoamento, ao passo que o segundo é chamado de colonização mercantilista ou de exploração. 
     Depois  de constituída a federação, os norte-americanos iniciaram, em 1803, a conquista do oeste dos Estados Unidos . 
     Com a industrialização do país, concentrada na parte norte, as diferenças entre o Norte - das manufaturas - e o Sul - dos latifúndios - se aprofundaram. Ao mesmo tempo que o processo industrial concentrou-se no norte, o poder político da federação ficou em parte com os  estados do sul. 
     Até a guerra civil, os Estados  Unidos da América eram de fato uma confederação, isto é, uma frágil união ou associação de estados independentes. Hoje esse país é uma federação, ou seja, uma União (um único Estado-Nação), onde existem vários estados com grande autonomia, mas não independentes. 


                                    Formação do Canadá  


     A colonização do Canadá teve início no século XVII, quando o francês Samuel Champlain fundou, em 1608, a cidade de Quebec, às margens do rio São Lourenço. Em 1642, no vale do mesmo rio, foi fundada a cidade de Montreal e, a partir daí, os franceses procuraram conhecer o interior do território.
     A colonização do Canadá caracterizou-se por povoamentos. Os franceses empenhados nessa tarefa eram geralmente fugitivos das perseguições políticas e religiosas que aconteciam na França. 
     A oposição entre católicos e protestantes marca a história desse país, que em 1791 foi dividido em duas partes : 
* o Alto Canadá  - atual província de Ontário - onde se concentraram os colonos protestantes de origem inglesa e os americanos fiéis ao Reino Unido ; 
* o Baixo Canadá  - atual província de Quebec - onde se concentrou a população católica de ascendência francesa.
     Após a Guerra de Secessão (1861-1865) nos Estados Unidos, temendo que esse país avançasse para o norte em direção a seus territórios, o Reino Unido decidiu unificar o Alto e o Baixo Canadá. Para isso transformou aquela área numa federação, que posteriormente se estendeu para o oeste, atingindo o oceano Pacífico em 1871 e formando o atual Canadá . 
                                   Imagem acima : vista aérea de Toronto, no Canadá, em 2004 . 
                                   
                                  A presença da economia norte-americana em outros países


        O papel de superpotência do mundo capitalista foi assumido pelos Estados Unidos da América ao término da Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945). A Guerra Fria durou até 1991, quando ocorreu a dissolução  da União Soviética e ficou claro que o mundo capitalista não tinha apenas um centro de poder, mas três :  Estados , Japão e União Europeia. Durante a segunda metade do século XX, o país exerceu um domínio sobre o mundo capitalista, claramente mostrado pela importância do dólar  como moeda internacional. Essa é, ainda hoje, a moeda mais importante da economia mundial. 
     Após o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos financiaram a recuperação  da economia de vários países da Europa Ocidental, bem como a do Japão. Passaram, também, a instalar bases militares na áreas mais estratégicas do mundo, como Oriente Médio, Europa Ocidental e Japão. Todavia, com o desaparecimento do bloco socialista (1991) e a consolidação do desenvolvimento do Japão e da União Europeia (1999), hoje o país divide a supremacia mundial com esses dois centros de poder. 


                                  A expansão das multinacionais


     Depois de 1945, as multinacionais norte-americanas mantiveram seus elevados investimentos no Canadá e intensificaram de duas maneiras sua presença na América Latina : pela instalação de filiais, principalmente no México, no Brasil e na Argentina ;  e pela exploração agrícola, sobretudo na América Central, onde a United Fruit Company é o melhor exemplo. A partir de 1960, essas empresas aumentaram consideravelmente seus investimentos na  Europa Ocidental, no oriente Médio e em alguns países da África. 
     A instalação de filiais em outros países é  uma maneira de as multinacionais fugirem das exigências fiscais do governo (pagamento de impostos). Assim, procuram lugares onde possam obter maiores lucros, principalmente por meio de mão de obra barata, uma vez que nos Estados Unidos, além do rigoroso controle fiscal, o operário especializado recebe altos salários. É evidente que a presença de mercados consumidores significativos no exterior também determina a instalação de filiais, pois é uma forma de abastecer esse mercado produzindo lá  mesmo e evitando os impostos de importações cobrados pelos governos locais. Por sinal, nos dias de hoje, em que a mão de obra barata já não é mais tão importante (pois pode ser substituída, com vantagens por robôs), a presença de um forte mercado consumidor, além de mão de obra qualificada, tem uma importância muito maior que no passado. 
Imagem acima : fábrica da Boeing, em 2008. A indústria aeronáutica norte-americana é uma das mais importantes do mundo. 


                                             A economia canadense e sua relação com os  Estados Unidos da América 

     As enormes e diversificadas jazidas do território canadense  ( ferro, petróleo, gás natural, urânio, ouro, prata, níquel, cobre, molibdênio, zinco, amianto, etc. ) garantiram ao país, já no fim do século XIX, a exportação dessas matérias primas para os países da Europa ocidental, principalmente o Reino Unido. Esses mesmos recursos levaram, no início do século XX, à industrialização do Canadá, que se caracterizou por receber elevados investimentos do Reino  Unido e dos Estados Unidos para extração e produção do petróleo e do gás natural, bem como para desenvolver suas indústrias. 
     Tudo indica que a integração entre o Canadá  e os Estados Unidos avança. Mais do que isso, ela constitui uma  das estratégias de fortalecimento dos Estados Unidos, diante da unificação econômica e, em parte política, entre os países que integram a União Europeia.  

                                  Espaço industrial / urbano dos Estados Unidos da América 

     A região nordeste dos Estados Unidos (formada pelas porções centro-norte da costa atlântica e pela região dos Grandes Lagos) concentra a poderosa indústria norte-americana e sedia os maiores empreendimentos da economia do país. Mas, a porção litorânea do Golfo do México e a costa do Pacífico tendem a desempenhar um papel cada  vez mais importante no conjunto da economia dos Estados Unidos .   

                                  O Nordeste, centro financeiro e industrial

     O processo de industrialização dos Estados Unidos provocou, no começo do século XIX, uma forte concentração industrial na porção norte-central do seu litoral atlântico. O minério de ferro (em Birmingham), o petróleo (em Ohio) e as jazidas de carvão (entre a Pensilvânia e o Alabama) garantiram o extraordinário desenvolvimento das indústrias siderúrgica e mecânica na região. 
     Mas a pujante indústria siderúrgica que aí se desenvolveu hoje está em crise : os estabelecimentos industriais envelheceram; o preço do aço, muito elevado, incentiva a forte concorrência europeia e japonesa; a mão  de obra tornou-se muito cara, já que a central sindical United Steel Workers of America é muito ativa. Assim, aquela região deixou de ser a mais industrializada dos Estados Unidos. 
     Na parte centro-norte da costa leste, porém, formou-se, até 1970, a mais extraordinária megalópole do país e do mundo inteiro, que se estende de Boston a Washington, por 600 quilômetros da costa atlântica. Aí se localizam as grandes metrópoles de Nova York, Filadélfia e Baltimore. Veja o mapa abaixo. 
       Apesar de hoje apresentar uma industrialização em declínio, o centro-norte da costa leste continua concentrando as maiores rendas do país, além de seus maiores recursos financeiros. Isso porque abriga os  dois  centros de decisão dos Estados Unidos: o político, em Washington, e o econômico-finaceiro em Nova York (foto abaixo; vista parcial da Ilha de Manhattan, centro  de Nova York, em 2008 ; a cidade ainda é o centro financeiro do mundo), cidade que concentra 52% das atividades financeiras do país e onde está a maior parte das sedes as multinacionais e seus laboratórios de pesquisa. 
     Em plena crise financeira, deflagrada em 2008, no dia 4 de novembro desse ano, ocorreram eleições presidenciais nos Estados Unidos. Barack Obama, candidato democrata, venceu a disputa. Na foto abaixo, o presidente eleito dos Estados Unidos da América, caminha pela avenida Pennsylvania, próximo à Casa Branca, em Washington, durante o desfile de posse, no dia 20 de janeiro de 2009. 
     Primeiro afrodescendente a conquistar esse cargo, Barack Obama faz parte de uma corrente política mais liberal do que a de seu antecessor, George W. Bush, que era fortemente conservador e adotava uma política externa arrogante e expansionista (durante seu mandato invadiu o Afeganistão e o Iraque). 
     Obama representa a esperança de uma política externa menos agressiva, de um possível diálogo com Cuba e de uma tentativa de promover a paz no Oriente Médio.
     Outra área de antiga concentração industrial do fim do século XIX é a região dos  Grandes Lagos  ( lago Superior, Michigan, Ontário, Erie e Huron) que constitui uma verdadeira bacia marítima no interior do território, facilitando a navegação. A escavação do canal Erie permitiu a navegação até Nova York e o estabelecimento de relações entre o centro-norte e a costa atlântica. 

                                 Sul atlântico e litoral do golfo do México

     Nos estados sulinos, a urbanização e o padrão de vida são os  mais baixos do país. A única grande  cidade da região é Atlanta (na foto abaixo : vista da cidade de Atlanta, capital do estado da Geórgia, em 2006). Por sua vez, a porção litorânea do golfo do México, que vai da península da Flórida até o rio Grande, teve um significativo desenvolvimento a partir da década de 1960, o que provocou o crescimento elevado de sua população urbana. 

                                     Costa oeste ,  um ponto estratégico

     A Costa oeste dos Estados Unidos tem uma importância estratégica em relação ao Extremo Oriente,  na Ásia. Intensificada pela Guerra da Coreia (1950 - 1953), essa importância aumentou durante a Guerra do Vietnã (1961 - 1975), quando o país fez uma série de encomendas à indústria japonesa, e ao longo dos anos 1980, quando o oceano Pacífico passou a rivalizar com o Atlântico pela posição de rota  de transporte mais importante do mundo.
     Com o objetivo de gerar inovações tecnológicas e científicas, a partir da década de 1950 muitas empresas começaram a se instalar na região do Vale do Silício. Hoje o vale abrange várias cidades do estado da Califórnia e se destaca na produção  de chips, na eletrônica e na informática.
Foto abaixo : edifício do City Hall Rotunda, na cidade de San Jose, conhecida como  a capital do Vale do Silício, Califórnia, Estados Unidos.       

                                     Espaço industrial - urbano do Canadá 

        O Canadá  possui uma estrutura industrial completa, isto é, produz desde bens de consumo até bens de produção, destacando-se as indústrias mecânica e química. Em alguns setores, como na indústria automobilística, de alumínio, de borracha, etc., o controle exercido pelos Estados Unidos é de 100% . 
     A região dos Grandes Lagos, diretamente relacionada com o vale do rio São Lourenço, é também a mais industrializada e urbanizada do país. Mas são visíveis as diferenças entre a província de Ontário  (onde se destacam as cidades de Toronto   e    Otawa)    e    a      de    Quebec (cujas principais cidades são Quebec e Montreal). A província de Ontário apresenta um padrão de vida mais elevado, pois aí se encontram as indústrias mais modernas do Canadá. O resultado dessas diferenças é a grande insatisfação dos habitantes de Quebec, cidade que apresenta uma dependência em relação a Ontário.  
     Nas demais províncias do Canadá existem apenas algumas cidades que têm certa importância como centros industriais : Vancouver, na província da Colúmbia Britânica ; Edmonton e  Calgary, em Alberta; Regina, em Saskatchewan; e Winnipeg, em Manitoba.                  "                            


GEOGRAFIA Newton Almeida  http://geografianewtonalmeida.blogspot.com
Fonte livro :  VESENTINI, J. William ; VLACH, Vânia . Geografia Crítica , Geografia do mundo industrializado . Editora Ática . 4ª edição . São Paulo : 2010 . 

        
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Didática de Ensino : Conflitos Professor x Alunos

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                      Correio do Povo

Porto Alegre, 01 de Fevereiro de 2012

Histórias de professor

Postado por Juremir em 14 de julho de 2011 - Educação
Caro Juremir!
Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre, onde à noite leciono a disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo ano. Era 21/06/11 e talvez pela entrada do inverno, resolveu também ir à aula uma daquelas alunas “turista” que aparece uma que outra vez para “fazer uma social”. Para rever os conhecidos. Por três vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o conteúdo que abordávamos. Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala. Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação que necessitava bastante atenção de todos, toca o celular da menina, interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender e que o Colégio é um local onde se vai para estudar. Então, a “estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria com ela. Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido repreendida na frente de colegas. De casa, a mãe da menina ligou para a Escola e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer, se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco procurou a diretora da Escola. Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil! Isso mesmo, tive que comparecer no dia 13/07/11 na oitava delegacia de polícia de Porto Alegre para prestar esclarecimento por ter constrangido (?) uma adolescente (17 anos), que muito pouco freqüenta a aula e quando o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores. A que ponto que chegamos? Isso é um desabafo. Tenho 39 anos e resolvi ser professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais difícil. Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo que abordas com freqüência temas relacionados à educação, te peço que dediques umas linhas a respeito da violência contra o professor.
Parabéns pelo teu trabalho e um grande abraço!
Maurício Girardi      "   

       A  matéria acima, eu (Newton Almeida) postei por sentir a dificuldade desse colega professor, e confesso que raramente consigo silêncio total dos alunos para explicações e comentários sobre os conteúdos. 
      Temos que organizar o sistema educacional para que os professores possam ensinar os conteúdos. Confundem o trabalho do profissional transferindo a responsabilidade ao professor de educar os alunos. Vejam que o professor pode auxiliar na  educação, mas não pode ser responsabilizado por ela.  
     Se os filhos não têm pais, hoje em dia, pois quando eles existem, pai e mãe, não têm tempo para educar os filhos : 
           o sistema educacional precisa prover profissionais além dos professores, pois os jovens  estão expostos às drogas, violência urbana e marginalidade, pela quebra de convívio familiar e esgarçamento de valores morais.  A escola é um instrumento forte que  tem que ser utilizado contra a violência social, mas achar que um professor sozinho vai resolver essa nova realidade é no fundo transferência de responsabilidade. 
       E você querido aluno(a) leitor(a) pensa que eu estou exagerando ? A culpa é dos professores que estão muito preguiçosos, ou os alunos querem fazer o que quiserem a qualquer hora, quando bem e onde entenderem ?  E você professor, qual a sua opinião ? O  assunto é  muito complexo para tirarmos conclusões simplistas, ou o sistema educacional está querendo que os professores se tornem verdadeiros  mágicos ?  E você Diretor(a), entende que os professores só querem é ganhar mais e  não querem fazer nada ?  Deixe seu comentário !  Faça desse blog seu espaço de debate para um ensino melhor ! Deixe um comentário ! 

Geografia Newton Almeida